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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Gravidez e animais

Autor: Rui

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Guia para uma convivência saudável e feliz.
Os animais domésticos reduzem a ansiedade, mantêm a estrutura familiar e as rotinas e diminuem os riscos de alergias para as crianças.
Serão talvez duas das coisas que mais felicidade nos proporcionam: a gravidez e os animais de estimação. Ambos representam uma face da nossa natureza em que as emoções dominam. Por outro lado, é na gravidez que muitas destas emoções parecem entrar em conflito, em especial por que nada cremos que possa afectar o nascimento de uma nova vida tão frágil que começa por ser. E, frequentemente, atribuímos aos animais a capacidade de trazer perigos para a saúde da mãe e do bebé. Se acrescentarmos muitos mitos e uma estranha falta de informação sobre os riscos da convivência, eis que se nos deparam situações que chegam a roçar o trágico… para alguns animais. Fala-se imenso de toxoplasmose, de outras doenças, alguma coisa sobre agressividade, convivência, menos sobre parasitas e quase nada sobre os benefícios dos animais. Sim, os benefícios. Reduzem a ansiedade da grávida, mantêm a estrutura familiar e as rotinas e diminuem os riscos de alergias para as crianças.

Doenças A toxoplasmose é, sem dúvida, o grande "Papão" da relação entre a gravidez e os gatos. Com o estilo de vida típico dos gatos, nomeadamente em ambiente urbano, não há um risco significativo de aborto, por contacto com os mesmos. A melhor prevenção, tal como para outras doenças importantes na gravidez, passa pelas medidas de higiene pessoal e por atitudes que reduzem os riscos de contaminação por via dos alimentos. A lavagem das mãos em especial, toma o lugar central na saúde de todos nós e, especialmente, das grávidas. Estas pelo facto de possuírem um sistema imunitário com menor capacidade para resistir a doenças, são consideradas um dos grupos de risco aumentado face a toxi-infecções de origem alimentar. Conjuntamente com a higiene pessoal, os cuidados na escolha dos alimentos, na correcta confecção e posterior armazenamento serão, por si só, capazes de eliminar os riscos de doenças com origem nos alimentos, como é o caso da listeriose, também capaz de provocar abortos. Não devemos, de qualquer modo, esquecer que na saúde dos animais se encontra a melhor prevenção contra a aquisição de zoonoses, termo que se refere a doenças que se podem transmitir entre animais e pessoas "e vice-versa". Os animais devem estar vacinados, desparasitados, se necessário, efectuarem check ups específicos para garantir um melhor estado sanitário e deixar donos e familiares descansados. A União Europeia vem mesmo promovendo um slogan que lembra esta relação essencial:
ANIMAIS + HUMANOS = UMA SAÚDE. Convivência Se considerarmos a gravidez do ponto de vista de um cão ou de um gato, por exemplo, depressa entendemos as dificuldades dos mesmos. Vejamos: têm de partilhar a atenção dos donos, a dona pode optar por não os deixar aproximar, criam-se novas rotinas, aparecem novos cheiros, novos ruídos, e surgem inúmeros visitantes. E isto ainda sem que a criança tenha aparecido… É rara a ameaça ou a agressão de animais a bebés. Mas os mesmos podem ter dificuldades de adaptação que os poderão perturbar e acrescentar um problema a uma família já assoberbada com a chegada do novo elemento. Não podemos assumir que todos os animais se vão adaptar facilmente nem que será impossível mostrarem por exemplo sinais de ciúmes. É, por isso, conveniente abordar estas questões o mais cedo possível na gravidez, visto que algumas destas dificuldades poderão levar à necessidade de terapias comportamentais concretas as quais demoram sempre algum tempo a surtir os efeitos desejados. Este tema deve ser abordado o mais cedo possível com o veterinário que assiste o animal. Em casos mais complicados, poder-se-á recorrer a um especialista em Comportamento Animal e a um Treinador. Casos concretos de problemas são situações de excesso de territorialidade ou os animais demasiado medrosos com visitas. Também se deve acostumar o animal ás novas circunstancias o mais cedo possível: novos odores, novos ruídos, novos objectos e restrições de movimentação na casa devem ser apresentados logo que possível para que não apresentem stress desnecessário na altura do parto e da entrada do bebé em casa. A utilização dos cães ou gatos das várias peças da mobília deve ser regulada. O animal deve ser acostumado às novas condições para viajar no automóvel com a família. O contacto excessivo deverá ser refreado. O colo só poderá ser ocupado pelo animal a convite do dono. Os cães, em especial, devem aprender a não saltar para as pessoas nem colocar as patas na barriga da mãe de forma menos suave. Aquando do parto, diversas medidas para promover um primeiro contacto saudável entre animais e o recém-chegado devem ser implementados. Se possível, já terá sido levada uma peça de roupa com o cheiro do bebé e da mama para casa, antes desse momento. A partir do momento em que a criança começa a usar o chão e a gatinhar, todo um novo conjunto de cuidados se exigem, já que a mesma se vai impor, ainda desajeitada, ao espaço natural do animal. Agora que já se tinha habituado aos cheiros e sons… Normalmente, estas situações desenrolam-se muito naturalmente e sem percalço. É possível que o bom senso seja o suficiente para promover a harmonia familiar. Mas é, ainda assim, desejável fazer tudo o que poder-mos para que esta nova fase da família decorra sem incidentes e que os animais não sofram com o aumento do agregado. É muito importante que se efectue precocemente o diagnostico de problemas comportamentais que possam vir a criar transtornos. Desta forma, evitar-se-ão decisões no último momento, que causem interrupção na harmonia que se procura nesta fase fantástica da nossa vida. O contacto com o médico veterinário assume uma importância fulcral, ao assegurar as melhores condições de saúde do cão ou do gato mas também ajudando a detectar precocemente situações que necessitam ser abordadas, a nível comportamental. Muitos casais optam por um cheack up ao animal no inicio e outro mais no final da gravidez, embora seja desejável não deixar o mesmo "tal como vacinas ou desparasitações" para o sempre frenético e imprevisível ultimo mês. Fonte: Super Bebés n.º 160
http://www.artigonal.com/saude-artigos/gravidez-e-animais-3916145.html
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