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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

'Os dias estão sem graça', lamenta moradora após matança de gatos

Após a matança de 15 gatos, com suspeita de envenenamento, dentro de um condomínio no bairro do Imbuí, em Salvador, moradores relatam mudanças na rotina e lamentam a perda dos animais que eram alimentados e tratados diariamente.
“Um grupo de umas seis senhoras dava ração para eles todos os dias, cuidava mesmo.
Os gatinhos não faziam mal a ninguém”, garante Maria do Rosário Barreto, de 65 anos.
 “Os dias agora estão sem graça, tristes. Eles ficavam brincando e agora eu chego na janela e não vejo mais nada. O tempo vai ajudar a esquecer. É duro, como se fosse uma pessoa nossa”, lamenta.

Moradores levaram dois dos gatos encontrados mortos durante o fim de semana para uma clínica veterinária, onde passam por exames. A previsão é de que o resultado seja divulgado em 10 dias. A suspeita levantada por quem cuidava dos animais é de que alguém tenha espalhado chumbinho (produto para matar ratos) para que os gatos comessem.
A ambientalista Telma Lobão comenta que as características do caso levam realmente a crer que eles tenham sido envenenados. "Os animais ficam complemente duros, como uma pedra, e soltam muita espuma pela boca. Eles morreram na área onde costumavam ficar, porque não dá nem para ir para muito longe", conta ela, que também é engenheira agrônoma.
Dona Olindina Costa, de 61 anos, que se mudou do condomínio há três meses, conta que caminhava durante cerca de 15 minutos todos os dias para dar continuidade ao tratamento dado aos animais, mesmo não morando mais no condomínio.
“Era uma parceria. Uma ia de manhã, outra de tarde, a outra de noite”, relata. A moradora complementa que crianças do prédio encontraram os primeiros animais mortos espalhados pelo condomínio. “Fui levar minha neta para tomar banho de piscina e uma criança de uns 4 anos veio me mostrar. Fui encontrando em cada lugar. Entrei em pânico”, lembra.
O advogado Márcio Vinhas Barreto, que acompanha a apuração das mortes – registrada na 9ª Delegacia no Bairro da Boca do Rio – afirma que os animais viviam em boas condições de higiene e eram eventualmente atendidos por veterinários. “Eles não comiam comida comum. Era apenas ração. Nós ajudávamos, dividíamos as despesas para alimentá-los da forma correta. Veterinários iam lá para examinar e fazer castração. As gatas não podiam mais ter filhotes”, diz o advogado.
Polêmica
Embora muitos moradores mostrem dedicação nos cuidados aos animais, eles relatam que, durante reuniões para resolver questões de convivência, condôminos demonstravam insatisfação com a presença dos animais. “Eu nunca ouvi ninguém dizer que ia matar ou coisa parecida. Nunca vi isso, mas sei que tem gente que não gostava. Apenas reclamavam da presença deles”, diz dona Olindina.
A mesma situação é apresentada pela ex-vizinha. “Tem um grupo que não gosta de animal. Muitas pessoas diziam que eles faziam fezes na areia do parquinho, mas isso é mentira.
A gente sabe que os gatos enterram as fezes e eles não faziam isso lá”, garante dona Rosário.
Fonte:G1

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